sábado, 2 de março de 2013

Mais uma sobre a Coreia


Quando se trata de cultura oriental, eu sempre me interesso incondicionalmente. Primeiro, porque é um tipo de cultura muito rica e antiga, que por si só já soa interessante. Estudando um pouco sobre o assunto, me deparei com a cultura coreana. A Coreia tem uma cultura um pouco diferente da japonesa e chinesa em vários aspectos. O primeiro e principal deles é a dificuldade em se conseguir informações a respeito de qualquer coisa relacionada a ela. Em parte, isso é culpa dos próprios coreanos, que são, por natureza, um povo, eu diria, mais reservado. Para facilitar o contato com essa cultura tão incrível, a jornalista coreana/brasileira Yoo Na Kim escreveu o livro “A Jovem Coreia”, que eu tive o prazer de ler essa semana.





O livro é na verdade um almanaque sobre a imigração coreana no Brasil. É uma das mais recentes, com pouco mais de 50 anos e, por isso, faltava um livro que falasse um pouco mais detalhadamente sobre o assunto. Eu me deparei com uma publicação extremamente bem feita em todos os aspectos. O livro tem uma linguagem acessível, qualidade editorial primorosa, que chama a nossa atenção do inicio ao fim da leitura, nos fazendo ter vontade de visitar o Bom Retiro ou ir comer Kimchi na Aclimação. Ele é ricamente ilustrado, com explicações sobre os muitos aspectos da cultura coreana em geral, e suas adaptações no Brasil. Acho que não há, em português, uma publicação tão bem feita sobre a cultura coreana no Brasil quanto “A Jovem Coreia”. Ler esse livro foi uma delícia.
A autora merece um parágrafo à parte. Me parece que a jornalista Yoo Na Kim é uma grande interessada na divulgação da cultura do seu país. Talvez por viver a tanto tempo no Brasil (desde os 6 anos, segundo o livro), ela pode ser um pouco mais aberta a falar sobre seu país, sua cultura, o modo de vida dos seus antepassados e mostrar, sem rodeios, quem são os coreanos que vivem no Brasil. Eu gostei muito de assistir os vídeos sobre o bairro do Bom Retiro, em coreano, em que ela participa, fala bastante sobre seu livro e nos mostra um pouco sobre ela mesma, como embaixadora da cultura coreana no Brasil.




Leitura altamente recomendada pra todo mundo, e sobretudo para aqueles que desejam informação de qualidade e de forma precisa. Visitem o website da Yoo Na também. Vale a pena.

안녕하세요!!





quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Livro sobre o Iraque. Uma boa leitura.


Há muitos livros que falam sobre a guerra do Iraque, entretanto, esse é interessante por ter sido escrito por uma figura que ficou bem no centro de muitas controvérsias ligadas a isso. O livro "Desarmando o Iraque", do diplomata sueco Hans Blix traz luz a fatos que foram apenas especulações durante o período que antecedeu a Guerra do Iraque, empreendida pelos EUA, Reino Unido e Espanha em 2003.



Ler esse livro me trouxe lembranças da época em que assistia os jornais na TV e havia uma grande confusão na minha cabeça em entender tudo o que acontecia. Hoje, vendo de longe, tudo fica, obviamente, mais claro. Eu me pergunto: Será que realmente os EUA se acham os donos do mundo? Pelo que descreveu o senhor Blix, Sim!
Um país que empreende uma guerra baseado em mentiras forjadas, mesmo tendo documentos que evidenciam a desnecessidade dela, e não tendo apoio da maioria, à exceção dos “puxa-sacos históricos”, só pode ser considerado perigoso. Não sou esquerdista nem nada disso, mas fico me questionando sobre as atitudes de determinados governos (o do meu país, inclusive).
Como todos sabem, a guerra no Iraque não deu em nada além da saída de Saddam Hussein, que não era nenhum santo também, mas que teve o país invadido como medida “preventiva”, sob acusações que se provariam, como podemos ver perfeitamente na descrição de Blix, completamente falsas.
Creio que é um livro interessante pra quem deseja entender um pouco sobre uma parte dos conflitos no oriente médio, e a condução da política americana da “guerra ao terror”.

Abraço pra todo mundo! 


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Meu primeiro Kimbap (김밥)

Cozinhar sempre foi uma grande curiosidade pra mim. Mas eu sempre achei muito difícil pensar em aprender sobre quantidades certas de coisas, como conseguir um sabor muito bom em determinado tipo de comida, não exagerar no sal, ou na falta dele. Pra ser franco, batia sempre um pouco de preguiça junto com  tudo isso. Quem me conhece sabe da minha fascinação pela cultura oriental, agora especialmente pela cultura coreana. Durante quatro meses e meio, hospedei na minha casa uma coreana nativa, que quando chegou aqui nem português falava direito, então foi um choque cultural muito grande, pra ela e pra mim também. Com ela aprendi muito sobre cultura e, claro, sobre cozinha coreana.
Um dos pratos mais fáceis de fazer na cozinha coreana é o Kimbap, ou na língua nativa 김밥. Esse prato é feito basicamente de alga kim (김), a mesma usada na comida japonesa, tão famosa aqui, e o arroz branco cozido (밥), daí o nome. É uma receita simples por natureza, mas um pouco trabalhosa. Hoje eu arrisquei, pela primeira vez, fazer Kimbap sem nenhum coreano por perto. Acho que deu certo. Eu escolhi fazer de atum, que é um pouco mais simples.
Primeiro separa-se os ingredientes da parte interna. Eu usei queijo, presunto, kani (caranguejo), bacon, nabo, cenoura, pasta de atum e alface, além, é claro, do arroz branco cozido (tem que ser arroz oriental, que fica meio grudento). Os ingredientes da parte interna variam bastante, então é comum você ver kimbap feito com muitos tipo de ingredientes.



Queijo e presunto cortados em tiras


Cenoura, kani, bacon e atum


Nabo de molho com água e um pouco de vinagre


Depois que tudo está preparado, e o arroz cozido, vem a parte mais complicada: Montar o Kimbap. Isso  exige um pouquinho de treino e observação de alguém fazendo antes. No meu caso, a coreana que morou aqui foi fundamental.
Essa parte da montagem é fundamental, porque o kimbap não pode ficar muito grande a ponto de você não conseguir enrolar no kim



Montagem


Parte interna montada com os ingredientes


Há um utensílio que é feito de tala ou bambú, não sei exatamente, e que é usado para enrolar o kimbap na hora de fechar, mas eu ainda não tenho, então usei esse plástico aí, que serviu muito bem. 
A hora de enrolar, pra mim, é a mais importante, porque se sair algo errado, você perde a montagem e ainda corre risco do kimbap ficar deformado. Felizmente as várias horas de observação à minha hóspede coreana deram algum resultado.



Hora de enrolar 


Kimbap antes de cortar


Feito isso, chegou a hora de cortar as rodelas. Então use uma faca bastante amolada pra não deformar o kim e, de preferência, passe um pouco de óleo de soja nela, pra deslizar melhor na hora do corte. Corte rodelas não muito finas e nem muito grossas. O ideal é que seja o suficiente pra você colocar na boca de uma vez só, sem precisar cortar na hora de comer. 



Hora do corte


E pronto, o kimbap está feito. Bom apetite!!!








안녕!! (Tchau!!)




domingo, 19 de fevereiro de 2012

Leitura rápida sobre a Coreia!

Esses dias comprei um livrinho bastante interessante e queria mostrar aqui. Como alguns sabem, eu tenho um interesse grande por coisas sobre a Coreia. Idioma, cultura, etc. Bom, o livro é esse aqui:


Essa edição é de 2006, portanto, anterior à reforma ortográfica (Por isso o acento na "Coreia"). É um livro de leitura muito fácil, que fala sobre diversos aspectos da Coreia sob o ponto de vista do governo  sul coreano. Não deixa de ser um guia pra turistas, já que traz dicas sobre como chegar, média de preços de hotel e outras coisas que interessam muito aos turistas. Mas eu gostei bastante porque se trata de um mini livro de história, que mostra aspectos importantes pra entender a Coreia: A geografia e o povo, História, Constituição e governo, Relação entre as duas Coreias, A Coreia no mundo, Economia, O bem-estar social, A educação, Cultura e artes, O estilo de vida Coreano e Religião. Apesar de ser somente UM ponto de vista, o do governo sul coreano, que é o autor do livro, ele traz informações preciosas, sobretudo quando se trata do conflito com a Coreia do Norte. 
É interessante como o mapa da Coreia aparece no livro:



O mapa mostra a Coreia como uma só, não há a divisão entre sul e norte. Na verdade isso é como os coreanos do sul (e do norte também) gostariam que fosse. Os governos de ambos os lados não se reconhecem, o que torna a reunificação um pouco mais complicada. Mais tarde vou falar sobre outro livro que estou lendo, que fala exclusivamente da Guerra da Coreia (1950-1953), e explico um pouco melhor sobre esse conflito que dividiu a Coreia e que, tecnicamente, ainda não acabou.     
Eu comprei o livro na Estante Virtual, que é uma reunião de sebos que têm todos os tipos de livros. Quem tiver interesse pode dar uma vasculhada por lá. Acho que ainda tem alguns exemplares distribuídos por aí. Os preços variam entre R$6 e R$20, dependendo do vendedor. Boa leitura!


Abraço pra todo mundo.  안녕! 


sábado, 24 de dezembro de 2011

Duo Amato por aí!!!

Depois de tanto tempo sem escrever aqui, estou de volta. Na verdade passei muito tempo sem escrever porque o tempo realmente estava meio apertado. Tenho feito muita coisa por aí, e quero primeiro fazer um resumo das coisas com o Duo Amato, onde toco com a Nathália. No ano passado a gente tocou bastante, inclusive no exterior, mas esse ano fizemos vários recitais aqui pelo nosso querido Brasil. As embaixadas brasileiras estavam meio sem grana, aí nenhum dos projetos que enviei para esse ano foi aprovado, mas é assim mesmo. 
Ainda no primeiro semestre estivemos no Centro de Música Brasileira em São Paulo, na Unicamp em Campinas e na UnB em Brasília. Cada um desses recitais foi importante dentro do seu contexto. O recital de Campinas foi meio que uma preparação, pois cheguei em cima da hora, então tínhamos que praticar. No final deu tudo certo.   
O recital de São Paulo foi especial, porque não esperávamos encontrar os compositores Osvaldo Lacerda e Villani-Côrtes na platéia. Foi muito bom poder tocar música brasileira na presença de quem a escreveu. Depois ainda fomos comer pizza com ele, bom demais.
O recital de Brasília foi muito legal também, apesar de ter ido pouca gente. Mas o que valeu mesmo foi no final, quando uma amiga nossa da platéia veio nos dizer que tinha chorado enquanto tocávamos "Luz" do Villani-Côrtes de tão bonito que ela achou. Enfim, ganhamos o dia! 

                                                                                     Recital em Campinas
 


                                                                    Na mesa com Osvaldo Lacerda e amigos.
 


Em agosto, tivemos o privilégio de tocar para um dos maiores músicos em atividade atualmente: Wenzel Fuchs. Ele é o primeiro clarinete da Filarmônica de Berlim desde 1993, e estava tocando em São Paulo com o Octeto da Filarmônica. Foi uma aula memorável, que eu vou guardar por muito tempo. Em setembro tocamos novamente em Campinas e São Paulo, só que com um repertório um pouco diferente. Tocamos na Unicamp e no Centro Cultural São Paulo.


                                                                                    Com Wenzel Fuchs

                                                                                   Recital em Campinas
                                 
                                                                                       Recital no CCSP

Agora no finalzinho do ano nós recebemos um convite muito legal, para gravar uma participação no programa "Músicas que Elevam" da LBV TV, um canal da Sky. Escolhemos algumas obras que já havíamos tocado antes, e acabou sendo bem legal. Ele foi transmitido por três dias, mas como muita gente não assistiu, estou esperando o dvd para colocar no youtube e assim mais pessoas possam ver também. 


                                                                         Gravação do programa na LBV TV




Acho que é isso. Espero que 2012 traga bastante recitais, e tempo também, já que Nathália e eu estamos terminando os nossos cursos no mestrado e vamos ficar atolados de trabalho na maior parte do tempo. Quando puderem, entrem no nosso site também. Eu coloquei o link no inicio do blog. Abração pra todo mundo!!